Alumínio e saúde

Lembre-se que a vida na Terra se desenvolveu em um ambiente rico em alumínio. Isso significa que a nossa adaptação ao alumínio ocorreu ao longo do tempo.

Algumas pessoas dizem que a exposição ao alumínio pode prejudicar a saúde, mas as evidências científicas não comprovam esta suspeita. Em algumas circunstâncias, o alumínio pode até fazer bem à saúde!

Estamos expostos ao alumínio de muitas maneiras:

Crosta terrestre, Rochas e solos, Vegetação, Água, Partículas de poeira no ar, Argilas

  • Crosta terrestre: o alumínio representa 7% da crosta terrestre.
  • Rochas: o alumínio se encontra sob várias formas químicas.
  • Vegetação
  • Água: encontrada naturalmente na maioria das águas para consumo.
  • Ar: partículas de poeira
  • Argilas: por exemplo, como material de panelas desde as primeiras civilizações.

Como se pode ver, nossa evolução se deu em um ambiente rico em alumínio.

Alimentos e bebidas

Juntamente com medicamentos que contêm alumínio, os alimentos são as fontes mais importantes de alumínio para o ser humano.

O alumínio é absorvido pelo solo - Adição de sais de alumínio - Alumínio em folhas, latas e frigideiras

A maior parte da ingestão de alumínio por alimentos provém do alumínio contido naturalmente em frutas e verduras, uma vez que as plantas absorvem o alumínio que se encontra no solo.

Alguns alimentos contêm sais de alumínio adicionados. Na Europa, a ingestão diária de alumínio por alimentos está estimada em 3-10 miligramas.

Para preparar, preservar e armazenar alimentos e bebidas, o alumínio é utilizado em folhas, bandejas, latas etc. A quantidade de alumínio que ingerimos pelo uso de latas, folhas e frigideiras que contêm alumínio é, porém, muito pequena (cerca de 0,1 mg/dia).

Água

O alumínio é um elemento natural em águas superficiais e subterrâneas. Também é comum se usar sulfato de alumínio, ou “alume”, para a purificação de águas para consumo

Água contaminada, Adição de sulfato de alumínio, Processo de purificação, Água para consumo

O alumínio presente na água representa menos de 1 % de nossa ingestão diária de alumínio.

Medicamentos, vacinas e cosméticos

O uso do alumínio em medicamentos data da Grécia e Roma antigas, quando compostos de alumínio eram utilizados como adstringentes para, por exemplo, estancar sangramentos.

Tratamento de úlceras estomacais - Tratamento de insuficiência renal - Vacinas mais eficazes - Desodorantes mais eficientes

Hoje em dia, o principal composto de alumínio utilizado para fins medicinais é o hidróxido de alumínio, empregado no tratamento de úlceras e insuficiência renal. Além disso, algumas vacinas contêm compostos de alumínio, para torná-las mais eficientes. 

Os sais de alumínio são utilizados em produtos cosméticos, como desodorantes, e funcionam como bloqueadores dos dutos de suor, reduzindo a quantidade de suor na superfície da pele.

Respiração

A inalação do alumínio através do ar é uma fonte modesta de exposição ao metal. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a exposição é de até 0,04 mg/dia, a qual representa menos de 1 % da exposição a que estamos expostos através dos alimentos.

Ingestão e absorção

A maior parte do alumínio que ingerimos por alimentos, bebidas e medicamentos passa pelo sistema digestivo sem ser absorvido.

Ao parecer, não há claras evidências de uma correlação entre a quantidade de alumínio ingerida e a quantidade absorvida em pessoas “normais”. No entanto, essas evidências não levam em consideração casos em que os limites tenham sido ultrapassados. Na verdade, há estudos que parecem indicar que ingestão e absorção de alumínio em alto grau têm efeitos tóxicos.

Ao ser absorvido, o alumínio é levado pelo sangue até os rins, onde é rapidamente eliminado.

Pacientes com insuficiência renal, porém, não conseguem eliminar o alumínio, que pode se acumular e causar efeitos tóxicos. Por isso, é importante que as pessoas que sofrem de insuficiência renal usem somente água livre de alumínio, ao fazer diálise.

Efeitos negativos

A presença de altos níveis de alumínio no organismo demonstra causar efeitos neurotóxicos, afetar os ossos e, possivelmente, desregular o sistema reprodutor. Quando o alumínio consumido excede a capacidade do organismo de eliminá-lo, o alumínio fica depositado em nosso corpo e pode causar problemas.

Certos estudos indicam que pacientes que sofrem de Alzheimer têm volumes anormais de alumínio no tecido cerebral. Outros estudos, ainda, não demonstram nenhuma correlação entre o mal de Alzheimer e a ingestão de alumínio. Tais teorias têm causado grandes discussões e são muitas as opiniões a respeito.

Efeitos positivos

As pesquisas atuais não dão respaldo às sugestões de se excluir os produtos de alumínio comumente utilizados. A exceção seria no caso de pacientes com insuficiência renal, que devem evitar que o alumínio entre no sangue por meio de diálise.

Os produtos de alumínio também trazem grandes benefícios para a saúde:

  • O alumínio utilizado em embalagens de alimentos e bebidas constitui uma barreira segura contra bactérias e contaminação.
  • O “alume” (sulfato de alumínio) ajuda na purificação de águas para consumo.
  • Em vacinas e medicamentos, os compostos de alumínio reforçam o sistema imunológico.

Criança comendo milho embrulhado em folha de alumínio.

Fontes para este artigo:

The European Aluminium Association (EAA)

World Health Organization


Actualizado: outubro 3, 2016